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Oficina de cerveja artesanal reúne moradores interessados em aprender e empreender

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O sonho de produzir a própria cerveja levou Diego Tomas, de 35 anos, a participar de uma oficina gratuita de produção e harmonização de cerveja artesanal em Várzea Grande. Morador de Cuiabá, ele já possui alguns equipamentos e pretende, no futuro, transformar o conhecimento adquirido em uma oportunidade de negócio.

“Tenho um sonho antigo de fazer cerveja e até alguns equipamentos, mas nunca fiz. Procuro aprender para empreender no futuro”, contou.

Já Carlos Alberto Enciso, paraguaio que mora em Várzea Grande há 15 anos, descobriu durante o curso que é possível produzir a bebida em casa utilizando equipamentos simples.

“Eu sempre pesquiso na internet formas de fazer cerveja e vejo equipamentos muito caros. Hoje aprendi que posso fazer cerveja em uma panela simples. Isso foi incrível para mim”, afirmou.

A oficina foi realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo de Várzea Grande, em parceria com o Várzea Grande Shopping e a Cervejaria Dourada, em alusão ao Dia Mundial do Turismo. As atividades foram divididas em dois momentos: uma aula teórica e outra prática. A cerveja produzida pelos participantes passará por aproximadamente 30 dias de maturação antes de ser degustada.

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O instrutor da oficina, Brian Ambiento Bife, gerente e mestre cervejeiro da Cervejaria Dourada, instalada em Várzea Grande, explicou que a proposta é apresentar aos participantes as etapas da produção e também as possibilidades de fabricação em pequena escala.

“Hoje, o intuito é você levar isso para dentro da sua casa, aprender a fazer cerveja com equipamentos simples. Com panelas de alumínio ou inox e um meio filtrante, já conseguimos realizar as etapas da produção”, explicou.

Durante as aulas, os participantes aprenderam sobre higiene, ingredientes, produção, fermentação, maturação e harmonização. Segundo Brian, a cerveja pode receber diferentes ingredientes e sabores, incluindo frutas e outros cereais, mantendo a cevada como base da bebida.

Turismo e novos negócios

Jenifer, de 34 anos, moradora de Várzea Grande e guia de turismo, participou da oficina para conhecer melhor o processo de produção e as possibilidades de integração com o turismo.

“Como sou guia de turismo, entendo que precisamos ter uma visão ampla e agregar hospedagem, alimentação, gastronomia e bebidas. É muito importante ter uma cervejaria local”, disse.

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Para a secretária de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Fabyane Nagazawa, a oficina reuniu capacitação, turismo e empreendedorismo.

“A gastronomia e as bebidas também fazem parte da experiência turística e ajudam a movimentar outros setores da economia”, afirmou.

O secretário-adjunto Edu Sá destacou a importância de oferecer atividades práticas à população.

“É uma oportunidade para as pessoas conhecerem todo o processo, desde a produção até a harmonização, e perceberem que existe um mercado que pode ser explorado dentro do turismo e da economia criativa”, disse.

Segundo Brian, a Cervejaria Dourada é atualmente a única cervejaria instalada em Várzea Grande.

“A parceria com a Prefeitura busca aproximar a população da produção local por meio de oficinas, degustações e atividades de capacitação”, pontuou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Capacitação em hanseníase amplia diagnóstico e identifica 42 novos casos em Várzea Grande

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O que poderia ser apenas mais uma consulta de rotina acabou contribuindo para uma avaliação mais detalhada do tratamento de uma paciente com hanseníase em Várzea Grande. Sueli Alves da Rosa já fazia acompanhamento contra a doença e procurou a unidade de saúde durante uma capacitação realizada pela rede municipal para saber se já poderia receber alta da medicação.

Durante a avaliação, os profissionais entenderam que ainda era necessário manter o tratamento e o acompanhamento. A decisão foi tomada a partir da análise do quadro clínico da paciente, que deverá retornar à unidade para uma nova avaliação dentro do período definido pela equipe médica.

A situação de Sueli é um exemplo de como a capacitação aproxima o conhecimento técnico da realidade dos pacientes. Ao longo da atividade, os profissionais puderam avaliar casos reais, discutir condutas e aprofundar a identificação de sinais da doença, alterações neurológicas, reações hansênicas, recidivas e a necessidade de acompanhamento.

Realizada nas Unidades de Saúde da Família (USFs) dos bairros Parque do Lago e Maringá, a capacitação resultou em 108 atendimentos e na identificação de 42 novos casos de hanseníase. Do total, 36 foram registrados em adultos e seis em crianças menores de 15 anos. Também foram identificadas 11 recidivas — retorno da doença — ou outros reingressos.

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O número de casos encontrados mostra a importância da avaliação dermatoneurológica e da busca ativa dentro da Atenção Primária. Entre os pacientes avaliados, também foram identificados casos com diferentes graus de incapacidade física (GIF): 15 pacientes com GIF 0, 23 com GIF 1 e 15 com GIF 2.

Os casos de crianças menores de 15 anos chamam atenção porque exigem uma investigação mais cuidadosa dos contatos e do histórico epidemiológico, além do acompanhamento pela equipe de saúde.

Conhecimento compartilhado entre municípios

Além dos profissionais de Várzea Grande, participaram da capacitação trabalhadores dos municípios de Chapada dos Guimarães, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger, Poconé e Nova Brasilândia, ampliando a troca de experiências entre as equipes que atuam no enfrentamento da hanseníase.

Ao todo, 23 profissionais de Várzea Grande participaram diretamente da capacitação: 10 enfermeiros, 12 médicos e um dentista. A atividade foi conduzida pela enfermeira especialista Adriana de Oliveira Matos, responsável técnica pela Linha de Cuidado da Hanseníase e pelas equipes do Ambulatório de Atenção Especializada e Regionalizado em Hanseníase (AAER), localizado no Centro de Especialidade em Saúde, conhecido como Postão.

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Mais do que atualizar conhecimentos, a proposta foi levar os profissionais para dentro da realidade do atendimento. A partir dos casos encontrados nas próprias unidades, foi possível discutir diagnóstico, tratamento, avaliação dos nervos periféricos, prevenção de incapacidades e acompanhamento dos pacientes.

A orientação dos profissionais é que os pacientes em tratamento mantenham o acompanhamento e retornem às consultas mesmo quando percebem melhora. A hanseníase pode provocar alterações nos nervos e incapacidades físicas, e a avaliação regular permite identificar essas mudanças e agir antes que os danos se agravem.

A experiência reforça o papel das unidades de saúde como porta de entrada para o diagnóstico e o acompanhamento da hanseníase e mostra que, muitas vezes, uma avaliação cuidadosa pode fazer a diferença na condução do tratamento.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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