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Lei Seca prende oito e remove 38 veículos durante fiscalização na Avenida da FEB, em Várzea Grande

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A 12ª edição da Operação Lei Seca em Várzea Grande, realizada na noite de sexta-feira (7.8), resultou na prisão de oito pessoas e na remoção de 38 veículos durante uma ação de fiscalização na Avenida da FEB, no bairro Manga. A operação teve início às 23h e reuniu forças de segurança e órgãos de fiscalização com o objetivo de reforçar o combate à condução de veículos sob efeito de álcool e prevenir acidentes de trânsito.

Ao todo, 167 veículos foram fiscalizados e submetidos ao teste de alcoolemia. A fiscalização resultou na lavratura de 66 autos de infração de trânsito (AITs). Entre as principais ocorrências, 16 condutores foram autuados por dirigir sob influência de álcool, conforme o artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), enquanto outros cinco foram autuados por se recusarem a realizar o teste de alcoolemia, conforme o artigo 165-A.

A operação também identificou seis motoristas conduzindo veículos sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além de 20 casos de veículos sem registro ou não licenciados. Outras 19 infrações foram registradas durante a fiscalização.

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No âmbito criminal, oito pessoas foram presas. Deste total, sete foram conduzidas por embriaguez ao volante, enquadradas no artigo 306 do CTB, e uma por crime previsto no artigo 310 do Código de Trânsito Brasileiro, relacionado à entrega ou permissão para condução de veículo automotor a pessoa não habilitada ou sem condições de dirigir com segurança.

Dos veículos removidos, 31 eram carros e sete motocicletas. Ao todo, 49 veículos foram autuados durante a operação. Não houve recolhimento de documentos, sendo registrados zero recolhimentos de CNH ou Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).

A ação contou com a participação da Superintendência de Gestão de Segurança Pública e Inteligência (SUPGI), Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Guarda Municipal de Várzea Grande, Sistema Socioeducativo, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Penal e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

A Operação Lei Seca integra as ações permanentes de fiscalização e prevenção no trânsito, buscando retirar das ruas condutores que apresentam risco à segurança viária e reforçar a conscientização sobre os perigos da combinação entre álcool e direção.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Hepatites virais: diagnóstico precoce é essencial para combater doenças que podem permanecer silenciosas

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Muitas vezes, as hepatites virais chegam sem avisar. A pessoa pode estar infectada e passar anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto o vírus provoca alterações no fígado. Foi justamente para levar informação e estimular o cuidado com a saúde que a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou uma palestra para os hóspedes da Casa de Acolhimento Rogina de Arruda, localizada no bairro Novo Várzea Grande.

O encontro abordou as hepatites virais, com destaque para os tipos B, C e Delta, além de informações sobre sífilis e HIV. A atividade foi realizada a convite da própria instituição, que atende pessoas vindas de outras regiões para consultas e tratamentos de saúde, além de pessoas em situação de rua e em outras condições de vulnerabilidade.

Durante a palestra, o médico da Atenção Básica, Dr. Natanael, explicou como ocorre a transmissão, quais são os principais sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico. A equipe também reforçou a importância da prevenção e da realização de testes.

Além do médico Natanael, participaram da atividade a enfermeira Jhaniele, a técnica de enfermagem Raquel, Laura, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Silvana, a enfermeira Maria José e a servidora Rosemeire Fernandes, agente de combate às endemias.

Uma doença que pode passar despercebida

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado. Quando apresentam sintomas, eles podem incluir cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Entretanto, principalmente nos casos de hepatites B e C, a ausência de sintomas é comum, o que pode atrasar a descoberta da doença.

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A história do engenheiro florestal André Coutinho mostra como a hepatite C pode ser silenciosa. Diagnosticado com a doença, ele passou por um período de luta até conseguir enfrentar o problema e seguir com o tratamento. André conta que, até hoje, não sabe exatamente onde ocorreu o contágio.

“Comecei a ficar ruim, com todos os sintomas, procurei o pronto atendimento e, nos exames, fui diagnosticado com a hepatite. Fiz o tratamento certinho para não ter complicações severas”, comentou André.

A experiência também reforça uma das principais orientações dos profissionais de saúde: não é preciso esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. No caso da hepatite C, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam sintomas, e o diagnóstico frequentemente acontece durante exames de rotina ou por meio de testagem.

Diagnóstico

O diagnóstico das hepatites B e C pode começar por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública de saúde. No caso da hepatite C, quando o teste aponta contato com o vírus, exames complementares são realizados para confirmar se existe infecção ativa.

A hepatite B pode ser prevenida com vacina, disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Já a hepatite C não possui vacina, mas atualmente existe tratamento capaz de curar a infecção.

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A programação também abriu espaço para discutir outras infecções, como sífilis e HIV, ampliando a conversa sobre prevenção, diagnóstico e acesso aos serviços de saúde.

“Sempre somos chamadas pela direção de entidades para ministrarmos palestras orientativas e também para realizarmos exames. Essa participação é ótima para nós, da saúde, para estarmos próximos da população, levar conhecimento e exames. Esse é o nosso papel”, ressaltou a agente de combate às endemias Rosemeire Fernandes.

E o trabalho de orientação não termina na palestra. Como parte da programação voltada à saúde dos homens, a equipe já deixou agendada para novembro uma nova atividade na instituição, desta vez com orientações sobre câncer de próstata e cuidados com a saúde do homem.

Mais do que transmitir informações, ações como essa ajudam a aproximar o serviço de saúde de pessoas que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar atendimento. Afinal, quando uma doença pode permanecer silenciosa por anos, informação, prevenção e diagnóstico são ferramentas fundamentais para evitar que o problema só seja descoberto quando as complicações já apareceram.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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