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R$ 80 mil

Aposentado de VG realiza “vaquinha” virtual para não perder movimentos das pernas

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O aposentado Luiz Carlos Nogueira, de 67 anos, corre contra o tempo para não perder definitivamente os movimentos das pernas. Morador de Várzea Grande, há cerca de dois meses ele começou a ter dificuldades para andar e dormência nas mãos. Para não ficar paraplégico Luiz precisa passar por uma cirurgia que não é coberta pelo SUS e custa R$ 80 mil na rede privada. A família realiza uma “vaquinha” virtual para tentar arrecadar o valor.

A esposa de Luiz, Inês Benevides Nogueira, lembra que ele começou a se sentir mais cansado e depois veio a dormência nas mãos. “Primeiro fomos em uma cardiologista, porque pensamos que era o entupimento de um vaso. A médica pediu os exames do coração e como ia demorar pelo SUS, fizemos uma cota na família para conseguir o diagnóstico”.

O exame mostrou que ele precisa de uma laminoplastia cervical, cirurgia realizada na coluna para descomprimir a medula e os nervos espinhais quando o canal fica mais estreito, causando a compressão. Entre os sintomas desse estreitamento estão dor, fraqueza e dormência.

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Por causa do quadro, que tem que ser operado até, no máximo, o final de março para que ele não perca os movimentos, o idoso sofre para fazer as tarefas diárias. “Ele começou a andar lento, sem força na perna. Não pode andar muito que cai. Se ele não fizer o procedimento ficará paraplégico, já está com as mãos endurecidas e dificuldade de locomoção”.

Quando a família foi informada do quadro, passou por dois cirurgiões no SUS em Várzea Grande e ambos afirmaram que a rede pública não cobre esse tipo de procedimento. “Um cirurgião falou que a cirurgia é urgente, mas que o SUS não cobre. Implorei para fizesse o pedido para a regulação, mas disse que não faz. O segundo falou a mesma coisa e que ele não pode esperar”.

Como ajudar

A ação solidária para ajudar Luiz Carlos recebe as doações por meio do PIX [email protected]. Mais informações pelo telefone (65) 99200-4741.

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VÁRZEA GRANDE

Hepatites virais: diagnóstico precoce é essencial para combater doenças que podem permanecer silenciosas

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Muitas vezes, as hepatites virais chegam sem avisar. A pessoa pode estar infectada e passar anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto o vírus provoca alterações no fígado. Foi justamente para levar informação e estimular o cuidado com a saúde que a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou uma palestra para os hóspedes da Casa de Acolhimento Rogina de Arruda, localizada no bairro Novo Várzea Grande.

O encontro abordou as hepatites virais, com destaque para os tipos B, C e Delta, além de informações sobre sífilis e HIV. A atividade foi realizada a convite da própria instituição, que atende pessoas vindas de outras regiões para consultas e tratamentos de saúde, além de pessoas em situação de rua e em outras condições de vulnerabilidade.

Durante a palestra, o médico da Atenção Básica, Dr. Natanael, explicou como ocorre a transmissão, quais são os principais sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico. A equipe também reforçou a importância da prevenção e da realização de testes.

Além do médico Natanael, participaram da atividade a enfermeira Jhaniele, a técnica de enfermagem Raquel, Laura, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Silvana, a enfermeira Maria José e a servidora Rosemeire Fernandes, agente de combate às endemias.

Uma doença que pode passar despercebida

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado. Quando apresentam sintomas, eles podem incluir cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Entretanto, principalmente nos casos de hepatites B e C, a ausência de sintomas é comum, o que pode atrasar a descoberta da doença.

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A história do engenheiro florestal André Coutinho mostra como a hepatite C pode ser silenciosa. Diagnosticado com a doença, ele passou por um período de luta até conseguir enfrentar o problema e seguir com o tratamento. André conta que, até hoje, não sabe exatamente onde ocorreu o contágio.

“Comecei a ficar ruim, com todos os sintomas, procurei o pronto atendimento e, nos exames, fui diagnosticado com a hepatite. Fiz o tratamento certinho para não ter complicações severas”, comentou André.

A experiência também reforça uma das principais orientações dos profissionais de saúde: não é preciso esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. No caso da hepatite C, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam sintomas, e o diagnóstico frequentemente acontece durante exames de rotina ou por meio de testagem.

Diagnóstico

O diagnóstico das hepatites B e C pode começar por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública de saúde. No caso da hepatite C, quando o teste aponta contato com o vírus, exames complementares são realizados para confirmar se existe infecção ativa.

A hepatite B pode ser prevenida com vacina, disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Já a hepatite C não possui vacina, mas atualmente existe tratamento capaz de curar a infecção.

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A programação também abriu espaço para discutir outras infecções, como sífilis e HIV, ampliando a conversa sobre prevenção, diagnóstico e acesso aos serviços de saúde.

“Sempre somos chamadas pela direção de entidades para ministrarmos palestras orientativas e também para realizarmos exames. Essa participação é ótima para nós, da saúde, para estarmos próximos da população, levar conhecimento e exames. Esse é o nosso papel”, ressaltou a agente de combate às endemias Rosemeire Fernandes.

E o trabalho de orientação não termina na palestra. Como parte da programação voltada à saúde dos homens, a equipe já deixou agendada para novembro uma nova atividade na instituição, desta vez com orientações sobre câncer de próstata e cuidados com a saúde do homem.

Mais do que transmitir informações, ações como essa ajudam a aproximar o serviço de saúde de pessoas que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar atendimento. Afinal, quando uma doença pode permanecer silenciosa por anos, informação, prevenção e diagnóstico são ferramentas fundamentais para evitar que o problema só seja descoberto quando as complicações já apareceram.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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