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Dr. João coloca como prioridade reforma no antigo pronto-socorro para atender crianças e adolescentes

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O primeiro-secretário eleito da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e presidente da Comissão de Saúde, deputado estadual Dr. João (MDB), colocou como uma das prioridades do início do próximo biênio da Casa de Leis a ajuda de até R$ 1,5 milhão para a reforma do terceiro andar do antigo Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, que irá se tornar uma unidade especializada materno-infantil.

Dr. João esteve na terça-feira (7) no local, acompanhado da deputada e vice-presidente da ALMT, Janaina Riva (MDB); do presidente da Casa, Eduardo Botelho (União); do deputado Júlio Campos (União); da juíza da Vara da Infância e Juventude, Gleide Bispo; do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL) e da secretária de Saúde do município, Lúcia Helena Barboza.

O pedido de reforma da ala partiu da juíza Gleide Bispo e foi encampado de pronto pelos deputados Dr. João e Janaína Riva. O compromisso, após a visita, é de que a Assembleia Legislativa irá fazer uma devolução de até R$ 1,5 milhão do seu orçamento para atender a demanda.

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“Estamos realizando um sonho da população cuiabana. Um pronto-socorro de urgência e emergência materno-infantil. Há 40 anos se fala disso e nunca foi feito. Agora, está virando realidade. A assembleia vai entrar em ação e vai ajudar a fazer essa reforma do terceiro andar, da UTI e das enfermarias. Até R$ 1,5 milhão, a Assembleia será parceria e irá ajudar”, destacou Dr. João.

Dr. João ainda lembrou que “faz quarenta anos que todo gestor que entra em Cuiabá promete criar aqui um hospital materno-infantil, então hoje nós vamos realizar esse sonho. A responsabilidade é nossa, da ALMT. Vamos pedir ao governo que banque esse final dessa obra aqui e nós da assembleia fazemos a parte do terceiro andar, pra realizar esse tão sonhado empreendimento para as mães e crianças cuiabanas”.

Janaina Riva destacou a sensibilidade da juíza Gleide Bispo ao buscar a ajuda da Assembleia para transformar a unidade e falou da realidade passada pela magistrada.

“Vimos as mães dormindo em cadeiras de corda, de fio, infiltração na parede, os banheiros e macas quebradas. E um atendimento à criança e ao adolescente precisa ser de maior atenção, qualidade e acolhimento à família. Esse é nosso objetivo aqui hoje, vir, ver, junto com a secretária de Cuiabá, que nós convidamos também, convidamos o prefeito Abilio para vir aqui, porque a gente vai precisar fazer um repasse ao município e o município executar”, pontuou a deputada Janaína Riva.

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A deputada Janaína Riva destacou também o trabalho realizado no local pela intervenção do Governo de Mato Grosso.

“Parabenizar o trabalho do governador Mauro Mendes, que começou com o pessoal da intervenção, para tornar esta unidade em especializada materno-infantil. Visitamos o terceiro andar, que atende diversas crianças e vimos a necessidade de reforma. Vamos ajudar a trocar um leito que está em situação ruim, uma cama, o que for necessário. Continuaremos a ser parceiros da criança e do adolescente”, completou a deputada.

A obra está orçada em cerca de R$ 7,6 milhões, sendo que faltam aproximadamente R$ 3 milhões para que toda a reforma do antigo pronto-socorro seja finalizada.

Fonte: ALMT – MT

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ALMT debate soluções para regularização fundiária e moradia de famílias do Silvanópolis e Paraisópolis

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Com plenário e galerias lotados, moradores dos bairros Silvanópolis e Paraisópolis acompanharam, nesta quinta-feira (14), no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour, na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), audiência pública que discutiu os impactos de uma decisão judicial relacionada à desocupação de áreas na região das Águas Nascentes, em Cuiabá. Entre crianças, idosos, trabalhadores, pais e mães de famílias, o sentimento predominante era de insegurança diante da possibilidade de perder as próprias casas.

A audiência foi convocada pelo presidente da ALMT, Max Russi (Pode), e pela vereadora Katiuscia Manteli (Pode), após sentença relacionada a uma ação civil pública ambiental que tramita há mais de 13 anos e envolve áreas conhecidas como Águas Nascentes.

Durante o encontro, moradores relataram medo de uma desocupação sem planejamento habitacional. Muitos acompanharam o debate segurando cartazes com pedidos de socorro, além de documentos e comprovantes de residência, enquanto buscavam respostas sobre o alcance da decisão judicial e o futuro das famílias que vivem na região há mais de duas décadas.

Segundo Katiuscia, atualmente mais de 1,5 mil famílias vivem nas áreas atingidas pela sentença. A vereadora afirmou que a audiência foi convocada para reunir os órgãos envolvidos e esclarecer quais medidas deverão ser adotadas.

“A principal intenção dessa audiência é que as famílias tenham respostas. Precisamos entender quantas famílias realmente precisarão ser realocadas, quais áreas podem ser regularizadas e quais encaminhamentos serão adotados pelo poder público”, afirmou.

Ao final da audiência, Katiuscia informou que o próximo passo será uma reunião com o Governo do Estado para discutir soluções conjuntas para a área. Segundo ela, o principal objetivo foi reduzir a insegurança das famílias diante das informações que circulavam sobre despejos imediatos.

Foto: Helder Faria

“O maior medo das famílias era acordar com máquinas derrubando as casas. Hoje elas saem daqui mais tranquilas, sabendo que haverá estudos e discussão antes de qualquer decisão”, disse.

O presidente da Assembleia Legislativa destacou que a Casa acompanhará o caso por meio da Procuradoria da ALMT e reforçou a necessidade de acelerar os processos de regularização fundiária no estado.

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“A regularização fundiária é uma das grandes demandas do estado, tanto na área urbana quanto rural. Precisamos avançar de forma mais rápida para garantir segurança jurídica e dignidade às famílias”, declarou Max Russi.

Após a audiência, o parlamentar afirmou que pretende discutir o tema diretamente com o governador do estado, além de reunir representantes do município, Ministério Público, Defensoria Pública, Intermat e lideranças comunitárias para avançar nos encaminhamentos.

“Existe uma preocupação ambiental que precisa ser respeitada, principalmente nas áreas de nascente e de risco. Mas também existem áreas livres onde é possível buscar soluções para essas famílias permanecerem próximas da região onde vivem hoje”, afirmou.

O deputado Wilson Santos (PSD) também participou da audiência e afirmou que os moradores podem contar com o apoio da Assembleia Legislativa, desde que sejam respeitadas as restrições das áreas consideradas de risco e de desmoronamento. Segundo ele, as famílias que precisarem deixar essas áreas não podem ficar desabrigadas e deverão ter alternativas habitacionais.

Representante da Associação Comunitária de Habitação do Estado de Mato Grosso, Emídio de Souza defendeu que grande parte da área pode ser regularizada e afirmou que as remoções deveriam atingir apenas famílias instaladas em locais de erosão e às margens dos córregos.

“Existe possibilidade de regularização para grande parte das famílias. O que defendemos é que apenas as áreas de risco e de preservação permanente sejam desocupadas, com planejamento e reassentamento adequado”, disse.

Ele também criticou a ausência de projetos habitacionais para remanejamento das famílias e lembrou que a ocupação da região começou no fim da década de 1990.

Presidente do bairro Silvanópolis, Jurandir Souza afirmou que os moradores foram surpreendidos pela sentença judicial e relatou que a comunidade aguardava estudos técnicos que poderiam apontar soluções para permanência de parte das famílias.

“Hoje são cerca de 1.500 famílias vivendo ali. Tem idosos, cadeirantes, muitas crianças. A expectativa sempre foi de regularização, por ser uma área do estado”, afirmou.

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Já o presidente do Paraisópolis, Mário Domingos da Silva, relatou apreensão diante da possibilidade de retirada em massa dos moradores.

“As famílias querem saber para onde vão. Tem muita gente vivendo ali há mais de 20 anos e que construiu toda a vida naquela região”, declarou.

Durante a audiência, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu a criação de um termo de ajustamento de conduta (TAC) envolvendo município e Governo do Estado para viabilizar moradias às famílias que precisarem ser removidas das áreas de risco.

Segundo o prefeito, moradores localizados às margens dos córregos e em áreas sujeitas a desmoronamentos precisarão ser realocados por questões de segurança e legislação ambiental.

“Nós precisamos realocar quem está em área de risco e garantir que essas famílias tenham destino adequado, sem simplesmente retirar as pessoas sem alternativa habitacional”, afirmou.

Abilio também defendeu estudos ambientais para redefinir áreas passíveis de regularização fundiária e sugeriu a transformação de parte da região em zona de interesse social para habitação.

Representando a Promotoria de Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística de Cuiabá, Carlos Eduardo Silva afirmou que o Ministério Público buscará uma solução que concilie preservação ambiental e dignidade das famílias.

“Precisamos encontrar a solução menos dolorosa possível, conciliando os interesses ambientais existentes na área com a realidade das famílias que vivem ali”, afirmou.

Segundo o promotor, a ocupação da região voltou a crescer após um processo de reassentamento realizado há cerca de 20 anos e a situação atual exige atuação conjunta dos órgãos públicos para cumprimento da decisão judicial e construção de alternativas habitacionais.

A audiência reuniu representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas do Estado, Governo de Mato Grosso, Prefeitura de Cuiabá, vereadores e lideranças comunitárias. Entre os encaminhamentos definidos estão a realização de novas reuniões com o Governo do Estado, estudos técnicos sobre as áreas ocupadas e a construção de alternativas para regularização fundiária e reassentamento das famílias localizadas em áreas de risco ambiental.

Fonte: ALMT – MT

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