A Secretaria de Justiça de Mato Grosso (Sejus) realizou, em parceria com o projeto Capacita em Rede, do Governo Federal, a formatura de 45 reeducandas da Cadeia Pública Feminina de Nortelândia (230 km de Cuiabá) em cursos de costura e maquiagem oferecidos dentro da unidade.
“Cursos de profissionalização dentro das unidades prisionais são uma excelente forma de realizar a ressocialização das Pessoas Privadas de Liberdade. Após cumprir sua pena, o egresso tem a oportunidade de começar uma nova vida e, dando uma possibilidade de profissão, estamos colaborando para que ele recomece de forma digna. Por isso, a Sejus estará sempre apoiando projetos que ofereçam essas oportunidades”, afirmou o secretário de Estado de Justiça, Vitor Hugo Brutulazo Teixeira.
Os cursos tiveram início no dia 18 de novembro e finalização no dia 13 de dezembro, com duração de 50 horas. A cerimônia de entrega de certificados ocorreu na última quinta-feira (30.1).
As detentas foram divididas entre os dois cursos, sendo que 23 fizeram a capacitação em maquiagem e 22 a de costura. As aulas ocorriam dentro da Cadeia Pública Feminina de Nortelândia.
A diretora da unidade, Adriana Quinteiro, disse que as reeducandas terão a oportunidade de aplicar os conhecimentos adquiridos nos cursos em atividades práticas dentro da unidade prisional.
“Por exemplo, as participantes do curso de costura irão contribuir para ampliar futuramente a produção de uniformes, em parceria com a Funac. As participantes do curso de maquiagem, por sua vez, poderão atuar na manutenção da autoestima das demais mulheres reclusas, preparando-as para o futuro fora da Cadeia Pública”, afirmou a diretora.
Adriana também frisou o impacto positivo que a oportunidade traz para a vida das detentas.
“Ao oferecer habilidades práticas e a oportunidade de aplicá-las, contribuímos para restaurar a autoestima e a confiança das Pessoas Privadas de Liberdade, preparando-as para uma vida mais positiva e produtiva após a liberdade”, completou.
O projeto é realizado por meio de um Termo de Cooperação Técnica entre a Sejus, o Ministério da Educação, o Instituto Federal do Sul de Minas, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário de Mato Grosso (GMF), e visa a realização de cursos de formação inicial e continuada nas unidades prisionais do Estado.
Em 2024, foram contempladas pelo termo as seguintes unidades prisionais:
• Mirassol D’Oeste – curso de eletricista predial; • Nortelândia – costureiro básico e maquiagem; • Barra do Garças – costureiro; • Sorriso – assistente administrativo; • Juina, Colniza e Vila Rica – costureiro básico; • Nova Xavantina – manicure e pedicure; • Várzea Grande – horta e produção de Mudas e maquiagem; • Peixoto de Azevedo – horta e Produção de Mudas; • Rondonópolis – manutenção de computadores.
Todos tiveram duração de 50 horas, possibilitando, além do aprendizado, a remição de 4 dias de pena, conforme prevê a Lei de Execução Penal.
Policiais penais da Penitenciária Major PM Eldo de Sá Correia, em Rondonópolis, interceptaram, na madrugada desta quarta-feira (3.12), mais um drone que sobrevoava o perímetro do Raio 2 e impediram mais uma tentativa criminosa de levar celulares para presos na unidade penal.
Durante a ação, os policiais plantonistas abateram o aparelho aéreo e apreenderam dois celulares e um cabo USB.
“Os criminosos tentam ingressar com celulares e drogas de todas as formas. Em Rondonópolis, a vigilância constante tem evitado que os objetos ilícitos cheguem aos presos”, apontou o secretário de Estado de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato.
A ação integra a Operação Campana, cujo objetivo é frustrar a entrada de materiais ilícitos na unidade prisional.
A direção da penitenciária atua constantemente na vigilância dos perímetros interno e externo da unidade, com o objetivo de impedir e capturar materiais proibidos.
Apreensões do ano
A Polícia Penal apreendeu, somente neste ano, mais de 60 drones que sobrevoaram as unidades prisionais no Estado.
Um destaque é a Penitenciária de Rondonópolis, onde a segurança e monitoramento foram reforçados para coibir os sobrevoos de drones que levam, especialmente, celulares. Só neste ano, já foram em torno de 50 aparelhos apreendidos na penitenciária. Já o número total de drones abatidos nas unidades prisionais, nos últimos quatro anos, é de mais de 300 aparelhos.
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