A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) prorrogou o prazo de inscrições de seis editais do Ciclo I da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) em Mato Grosso.
Com a prorrogação, as seleções públicas Cinemotion Audiovisual, MT Criativo e MT Inventários ficam com inscrições abertas até o dia 3 de março; e Viver Cultura, Pontos de Cultura e Pontão de Cultura, até o dia 7 de março.
Confira mais informações sobre os editais prorrogados:
Edital Cinemotion Audiovisual:
Serão selecionados 23 projetos de criação e desenvolvimento nas categorias de games e cineclubes. Podem participar tanto pessoas jurídicas quanto pessoas físicas. Inscrições prorrogadas até 3 de março de 2025
Edital MT Criativo:
Serão investidos cerca de R$ 3 milhões para a criação ou desenvolvimento de 53 de negócios de economia criativa e de impacto social do Estado. O edital abrange diversas áreas, como artes, negócios digitais e outros. Podem participar tanto pessoas jurídicas quanto pessoas físicas. Inscrições prorrogadas até 3 de março de 2025.
Edital MT Inventários:
Com o objetivo de compor um banco de dados para salvaguardar os bens culturais do Estado, o edital apresenta um investimento de R$ 1 milhão para selecionar 10 projetos. A seleção pública é aberta para participação de pessoas físicas e jurídicas com ou sem fins lucrativos. Inscrições prorrogadas até 3 de março de 2025.
Com cerca de R$ 7,3 milhões de investimento para atender 100 projetos de variados segmentos artísticos e culturais, o objetivo é potencializar a criação artística, as manifestações culturais e a diversidade cultural mato-grossenses. A seleção é aberta para pessoas física e jurídica com ou sem fins lucrativos. Inscrições prorrogadas até 7 de março de 2025.
Edital Pontos de Cultura:
Serão investidos R$ 2,76 milhões para a seleção de 23 pontos de cultura já estruturados em Mato Grosso com o propósito de selecionar projetos que promovam o acesso da população à cultura nas comunidades. Desta forma apenas Organizações da Sociedade Civil podem se inscrever. Inscrições prorrogadas até 7 de março de 2025.
Edital Pontão de Cultura:
O edital busca selecionar um projeto de acompanhamento e articulação de atividades dos demais pontos de cultura do Estado. O valor do investimento é de R$ 488 mil. Inscrições prorrogadas até 7 de março de 2025
Sobre o Pnab
Ao todo serão 11 seleções públicas com investimentos de aproximadamente R$ 26 milhões para atender diversas áreas culturais do Estado. Até o momento, já foram publicados nove editais. Entre eles, o de Formação Técnica de Auxiliar de Bibliotecas, que tem suas inscrições até o dia 23 de fevereiro, visando selecionar uma Organização da Sociedade Civil (OSC) para ofertar formação técnica e consultoria a bibliotecas de municípios mato-grossenses.
Outro edital é o de Literatura em Cena, que tem como propósito selecionar oito projetos artísticos-culturais que desenvolvam ações para o fomento do livro, leitura e literatura em Mato Grosso. As inscrições para participar dele vão até o dia 23 de fevereiro.
Já o Edital Marília Beatriz conta R$ 360 mil de investimento, premiando 12 agentes culturais com valores que variam de acordo com a categoria do projeto. Interessados têm até o dia 28 de fevereiro para fazer a inscrição.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
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