A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) lançou nesta terça-feira (27.1) o Programa Regulariza Rural Tangará com o compromisso de promover de forma gratuita a regularização ambiental de 1.300 propriedades rurais em Tangará da Serra, no prazo de 10 meses. Serão contempladas com a iniciativa áreas com até 4 módulos fiscais que, no município, correspondem a 320 hectares.
Com recursos na ordem de R$ 1,8 milhão, o programa está sendo viabilizado por meio de parcerias entre o Governo de Mato Grosso e o Serviço Florestal Brasileiro, com recursos do Banco Alemão KFW e execução pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). A iniciativa conta ainda com o apoio da Prefeitura Municipal de Tangará da Serra, Sindicato Rural, Instituto Produzir, Conservar e Incluir (PCI) , REM, Secretaria de Estado de Agricultura Familiar, Embrapa e Empaer.
Na solenidade de abertura, aproximadamente 300 produtores de pequenas propriedades foram ao Centro de Eventos para conhecer os detalhes do programa e receber as orientações para adesão. O vice-governador Otaviano Pivetta participou da cerimônia e destacou o compromisso do Governo de Mato Grosso para conciliar produção e conservação ambiental.
“Foram realizados investimentos em tecnologia e tenho certeza que chegou a hora do Estado dar respostas ao cidadão com mais rapidez para promoção da regularização ambiental. Queremos que todos os produtores que queiram trabalhar possam fazer respeitando o Código Florestal Brasileiro”, afirmou o vice-governador.
A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, ressaltou que o Regulariza Rural Tangará possibilitará que a elaboração de cadastros ambientais rurais dos pequenos produtores ocorra com capacidade técnica, já que a empresa contratada para realização dos serviços possui as habilidades necessárias e terá acesso às informações do órgão ambiental.
“Será um trabalho qualificado e de forma gratuita oferecido aos produtores. Nos casos em que houver passivo ambiental, o proprietário receberá todas as informações e orientações para elaboração do Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas. Com a regularização, o produtor terá acesso a crédito com menor custo e mais segurança jurídica para produzir e acessar as políticas públicas”, afirmou a secretária de Estado de Meio Ambiente.
O prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson, enfatizou que o município tem sido referência em produção sustentável e que a regularização ambiental terá reflexos também na preservação dos recursos hídricos. “A recuperação é extremamente importante para o fornecimento de água no município. Já temos projetos que buscam essa preservação e o Regulariza Rural Tangará vem reforçar ainda mais o trabalho que está sendo realizado”, afirmou.
Integrante da Comunidade Bezerro Vermelho, na zona rural de Tangará da Serra, Maria Salete Souza, 50 anos, foi uma das produtoras que já recebeu o Cadastro Ambiental Rural da sua propriedade, onde produz colorau, açafrão e mandioca. “Estou muito feliz com essa conquista e quero seguir em frente, produzindo com responsabilidade”, afirmou. O presidente do Sindicato Rural de Tangará da Serra, Romeu Ciochetta, classificou o lançamento do programa como uma “virada de chave”. “Nunca viu o que está acontecendo em Tangará da Serra. Com a regularização ambiental, teremos também a diversificação da economia. Está sendo uma virada de chave”, afirmou.
A secretária-adjunta de Gestão Ambiental da Sema, Luciane Bertinatto, destacou que o Regulariza Rural Tangará permitirá a continuidade ao trabalho de regularização ambiental que se iniciou em fevereiro do ano passado em Tangará da Serra, resultado de um acordo de cooperação técnica firmado com o município, Sindicato Rural e outras instituições.
“Promovemos com este acordo a elaboração e validação de aproximadamente 200 cadastros ambientais rurais. Demonstramos que é possível promover a regularização com a união de esforços. Quando se tem vontade administrativa e política as coisas acontecem”, disse.
Também participaram da solenidade de lançamento do Regulariza Rural, o deputado estadual Dr João, o presidente da Câmara Municipal de Tangará da Serra, Edmilson Porfírio, o diretor do Instituto PCI, Richard Smith, entre outras autoridades.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) realiza, nesta quarta e quinta-feira (20 e 21.5), das 7h30 às 17h30, o seminário “Violências: Reconhecer, Acolher e Agir em Rede”, com o objetivo de fortalecer a atuação intersetorial e a qualificação da rede de atenção às vítimas de violência. O evento conta com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá.
O seminário deve reunir cerca de 300 participantes, entre profissionais da saúde, educação, assistência social, segurança pública, sistema judiciário e gestores públicos, no Hotel Fazenda Mato Grosso, nesta quarta-feira, e no Mato Grosso Palace Hotel, nesta quinta.
“A iniciativa reforça o compromisso da Secretaria com a qualificação permanente dos profissionais da rede pública e com o fortalecimento das ações de prevenção, vigilância e enfrentamento às violências no Estado, por meio da atuação integrada entre os diversos setores e instituições envolvidas na proteção da população”, avaliou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Juliano Melo.
Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Marcos Roberto Dias, o seminário busca sensibilizar e mobilizar os profissionais que atuam diretamente no atendimento à população para aprimorar as ações de identificação, acolhimento, notificação e encaminhamento de casos de violência.
“O seminário também visa ampliar a integração entre saúde, assistência social, educação, segurança pública e justiça para garantir uma atuação mais eficiente e humanizada em situações de vulnerabilidade. É uma importante estratégia para interromper os ciclos de violência, promover cuidado integral e assegurar atendimento adequado às vítimas, especialmente diante da complexidade dos casos de violência registrados nos serviços públicos”, explicou.
A programação inclui palestras, capacitações técnicas e estudos de casos práticos conduzidos por especialistas do Ministério da Saúde, além da participação de representantes de diversas instituições com atuação direta na temática e das equipes técnicas das vigilâncias epidemiológicas estadual e municipal.
Entre os temas debatidos estão os impactos das violências na sociedade, violência autoprovocada e comportamento suicida, escuta protegida de crianças e adolescentes, acolhimento em diferentes ciclos de vida e a importância da notificação compulsória dos casos de violência no Sistema Único de Saúde (SUS).
O evento também promoverá a capacitação dos participantes para o preenchimento correto das fichas de Notificação de Violência Interpessoal e Autoprovocada do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), ferramenta fundamental para o monitoramento dos casos.
No segundo dia, os participantes acompanharão estudos de casos práticos envolvendo abuso infantil, violência doméstica, negligência contra idosos e automutilação, com discussões sobre riscos, fluxos de encaminhamento e estratégias de cuidado em rede.
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