Em apenas 45 minutos de trilha de observação, os participantes do programa Virada Sustentável Mato Grosso visualizaram, nesta quinta-feira (5.6), mais de uma centena de aves de 27 espécies diferentes no Parque Estadual Massairo Okamura, em Cuiabá. Entre elas, o periquito-de-encontro-amarelo, bem-te-vi, catatau e garrinchão-de-barriga-vermelha.
A observação contou com a participação de dez pessoas, divididas em dois grupos guiados por dois guias cada. As atividades da programação da Virada Sustentável, realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto Virada Sustentável e parceiros, se estendem até domingo (8.6) em Cuiabá.
De acordo com um dos monitores da trilha de observação, professor Dalci Oliveira, as espécies visualizadas constam no aplicativo ebird. O espaço digital reúne os pássaros observados durante as saídas para contemplação dos animais. As descobertas são automaticamente enviadas e armazenadas no eBird, o banco de dados mundial de registros de aves, usado por milhares de observadores do mundo inteiro.
Além de manter as listas de anotações individuais organizadas, o aplicativo gratuito transforma aquele que usa em um cidadão cientista, já que suas informações poderão ser usadas para pesquisas científicas, educação e conservação.
“A observação de aves é uma atividade que, primariamente, visa avistar, ouvir e fotografar as aves em seu ambiente natural. Nesta atividade, utilizamos binóculos, luneta, máquinas fotográficas e, atualmente, podemos usar alguns aplicativos para celular, como o eBird (que substitui a antiga caderneta de campo) e o Merlin, que reconhece as aves pelo canto”, explicou o professor.
A vivência imersiva e educativa foi destinada para a todas as idades, em meio à biodiversidade do parque, valorizando os espaços naturais como áreas de convivência, lazer e preservação ambiental. O objetivo foi promover a conscientização biocultural da região para aprimoramento e conhecimento sobre a diversidade das espécies existentes.
O Parque Estadual Massairo Okamura é uma Unidade de Conservação Estadual e um dos motivos pelos quais foi escolhido como local para o evento em Cuiabá é o fato de desempenhar um papel fundamental na conservação da biodiversidade no estado.
As espécies observadas durante a trilha foram Rolinha-roxa, Juriti-pupu, Anu-preto , Udu-de-coroa-azul, Ariramba-de-cauda-ruiva, Picapauzinho-escamoso, Periquito-de-encontro-amarelo, Arara-canindé, Choca-barrada/choca-barrada-do-nordeste,, Arapaçu-de-bico-branco, Arapaçu-beija-flor, João-de-barro, Bem-te-vi, Suiriri, Balança-rabo-de-máscara, Catatau , Garrinchão-de-barriga-vermelha , Sabiá-barranco, Sabiá-laranjeira, Pardal Encontro, Pipira-vermelha , Sanhaço-cinzento, Sanhaço-do-coqueiro, Tico-tico-rei, Cambacica e Trinca-ferro-gongá.
A Virada Sustentável Mato Grosso 2025 é uma realização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e Instituto Virada Sustentável, com apoio do Governo Federal via Lei de Incentivo à Cultura e patrocínio da Rumo Logística, através do Instituto Rumo.
Recebe ainda apoio da Prefeitura de Cuiabá, Prefeitura de Rondonópolis, Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Secretaria de Estado de Educação (Seduc), TV Centro América, Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Museu de Arte e Cultura Popular, Cineclube Coxiponés, Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Sesc e Ministério do Meio Ambiente.
A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.
Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.
Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.
De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.
“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.
Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.
Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.
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