O Palmeiras não para de fazer história na Libertadores da América em 2022. Com a goleada sobre o Cerro Porteño-PAR na noite desta quarta-feira (06), no Allianz Parque, por 5 a 0 (gols de Samudio, contra, aos 36 do primeiro tempo; e na etapa final com Rony, aos 27 e 37 (2º e 5º gol), Breno Lopes, aos 29 (3º gol) e Gustavo Gómez aos 32 (4º da partida), o Verdão confirmou vaga nas quartas de final do Continental pela quinta vez consecutiva (havia vencido o jogo de ida por 3 a 0 no Paraguai), sendo agora o único clube brasileiro a ter atingido este feito.
De quebra, o triunfo trouxe a nona vitória consecutiva pela competição ao Maior Campeão do Brasil – sendo este agora o novo recorde isolado de toda a história da Libertadores, pois, no duelo anterior, a equipe palestrina havia chegado à marca de oito vitórias consecutivas, igualando o recorde geral que já havia sido por cinco clubes anteriormente: Peñarol-URU (1966), Estudiantes (1968 a 1970), Cruzeiro (1976), Vasco da Gama (2001) e Santos (2007). Desta forma, com o nono triunfo, o Alviverde passa a ser dono de mais este recorde isolado na história da competição.
Além do Verdão, único a avançar à antepenúltima fase da competição continental por cinco anos seguidos, o único clube nacional que mais se aproximou do feito foi o Grêmio, com quatro avanços às quartas em edições ininterruptas a esta fase do torneio (entre 2017 e 2020). Com essa, foram 15 vezes que o Palmeiras figurou em uma fase de oitavas de final, obtendo a sua 10ª classificação, saldo extremamente favorável!
Muito do sucesso desta nova marca se deve ao fato de o Palmeiras estar presente em todas as edições de Libertadores consecutivamente desde 2016, e quase sempre como protagonista. Em quatro dos últimos cinco anos, por exemplo, o Palmeiras foi o dono da melhor campanha geral da fase de grupos (foi assim em 2018, 2019, 2020 e, agora, 2022).
Aliás, o fato de disputar o Continental por sete edições seguidas (um recorde na história do clube), o Alviverde passou a ser também o time brasileiro recordista no quesito de edições seguidas na história da competição, e divide o posto com o São Paulo, que disputou sete ininterruptas entre 2004 e 2010.
Em decorrência do resultado desta noite, o Palmeiras chegou ao 16° jogo seguido sem conhecer uma derrota (13 vitórias e 3 empates), sendo que este já é o maior número de jogos invictos em série da história do clube na Libertadores – antes, eram 11 partidas seguidas sem perder na edição de 2020 -, sendo que, de quebra, esses 16 jogos sem perder atualmente representam quarta melhor marca invicta já atingida em todos os tempos na competição, a apenas dois jogos da primeiríssima: 18 duelos invictos do Atlético-MG, cuja sequência durou até a edição atual. Será que o Verdão de Abel Ferreira atinge mais este recorde geral?
E não é só isso. O Verdão ainda ostenta a maior invencibilidade em série da história do torneio considerando apenas o cenário fora de casa,de 19 jogos, série em andamento (a segunda maior pertence ao River Plate de 2018-19, que ficou sem perder por 12 duelos fora de casa na Libertadores).
Recordes, aliás, não faltaram em 2022. Apenas na edição atual, o Palmeiras passou a ser o time brasileiro com mais vitórias em casa na competição (agora são 75, contra 72 do São Paulo); emplacou a melhor campanha de um clube na história da fase de grupos da competição (100% de aproveitamento, mas superior no saldo às outras equipes que já atingiram esta marca); e ainda impôs o melhor ataque da história de uma fase de grupos da Libertadores (marcou 25 gols nos seis jogos que venceu por esta fase, superando o antigo recordista, River Plate-ARG, que em 2020 havia marcado 21).
Ainda em 2022, o Maior Campeão do Brasil se tornou, ao longo de todas as primeiras fases de Libertadores já disputadas na história, o time que se classificou com mais pontos de diferença para um segundo colocado do mesmo grupo: neste ano, fechou com 18, contra 8 do Emelec-EQU, superando o antigo recordista Santos, que havia registrado nove pontos de diferença duas vezes (em 2007 e 2020); e também o time a ter marcado mais gols em um único período do jogo (primeiro ou segundo tempo), pois, na ocasião da vitória por 8 a 1 sobre o Independiente Petrolero-BOL, fez sete gols só no segundo tempo e se tornou o recordista de time com mais gols em um único período do jogo na história da Libertadores, ao lado do Santos contra o Cerro Porteño-PAR, em 1962 (venceu por 9 a 1, marcando sete em um só tempo); do Peñarol-URU sobre o The Strongest-BOL, em 1971 (triunfou por 9 a 0, sendo sete em um período) e também do River Plate-ARG em 2020. 8×0 Binacional, em 2020 (goleou por 8 a 0, com sete em uma só etapa).
E vale destacar que, além destas marcas e recordes impostas na atual edição, o Palmeiras vem atualizando outras estatísticas das quais já aparecia como líder do torneio, como a de ser o time nacional mais vezes campeão (três títulos), com mais finais disputadas (seis), com mais edições disputadas (22), mais edições disputadas consecutivamente (7, ao lado do São Paulo), com mais jogos (218), mais vitórias (125) e mais gols no geral (425); com mais jogos como mandante (107), mais vitórias como mandante (75 – essa, já citada, atingida esse ano, tendo superado o Tricolor), mais gols como mandante (251); com mais jogos como visitante (108), mais vitórias como visitante (48) e com mais gols como visitante (171).
Não bastasse isso, atualmente, o Palmeiras é o time com a melhor média de gols geral de todos os times da Libertadores, pois, com 425 gols em 218 partidas, detém a melhor média de gols dentre todos os times com pelo menos 150 jogos na história da Libertadores – ou seja, as equipes que mais frequentam o torneio continental ao longo das edições (este levantamento inclui clubes de qualquer nacionalidade): o Verdão aparece com 1,95 gol marcado por partida, seguido do Flamengo (com 1,91 na média por partida, 299 gols em 156 jogos) e Santos (terceiro, com 1,87 gol por jogo – 287 gols em 153 jogos).
Até aqui, na Libertadores 2022, o Palmeiras ostenta 100% de aproveitamento na atual edição (8 jogos, 8 vitórias, 33 gols marcados e três sofridos). Foi vazado em apenas três das oito partida disputadas.
FORTE EM CASA
Em seus domínios, o Alviverde segue fazendo história. Além de possuir excelentes números na Arena em 2022 – um dos melhores comparando com todas as temporadas anteriores em relação à percentual de vitórias, média de gols, menor percentual de derrotas e menor média de gols sofridos -, este duelo contra o Cerro Porteño-PAR marcou o jogo de número 34 do Verdão de caráter eliminatório em sua casa desde a inauguração em 2014, obtendo 27 vitórias contra apenas sete insucessos – sendo esta, a sétima vitória seguida (incluindo classificação ou título conquistado, por qualquer competição).
Apenas pela Libertadores, no Allianz Parque (2014 em diante), o Palmeiras disputou 11 jogos mata-mata e avançou em nove deles já com o de hoje, ficando pelo caminho somente em duas ocasiões (contra o Barcelona-EQU, pelas oitavas de 2017, e Boca Juniors-ARG, pela semifinal de 2018). Em todos os outros casos, o Palmeiras avançou!
ASPECTOS INDIVIDUAIS
E essa chuva de recordes se estende até a jogadores e membros da comissão-técnica individualmente. A começar pelo treinador Abel Ferreira, que comandou o Palmeiras pela 25ª vez, passando a ser o segundo técnico que mais vezes dirigiu o Palmeiras na história da competição, ao lado de Vanderlei Luxemburgo, a quem igualou, com as mesmas 25 partidas acumuladas entre as edições de 1994, 2009 e 2020. Neste quesito, ambos estão atrás só de Felipão, com 43 duelos à frente do Alviverde na Libertadores. Mas em termos de vitórias, Abel já é o segundo técnico isoladamente que mais venceu jogos do Continental pelo Verdão, hoje chegando a 20, seguido de Vanderlei Luxemburgo, com 13 – ranking este liderado por Felipão, com 23 resultados positivos.
Outro dado curioso acerca de Abel Ferreira e sua comissão é que eles seguem detentores de marca avassaladora no retrospecto de jogos decisivos: venceram 21 de 28 disputas eliminatórias; ou seja, considerando que valiam acesso à próxima fase ou título de qualquer competição, enquanto ficaram pelo caminho ou com o vice em apenas sete ocasiões – saldo extremamente favorável. Melhor ainda é o retrospecto em mata-mata no Allianz Parque: na arena, os portugueses chegaram hoje a 12 classificações ou título em 13 disputas decisivas!
Dentre os jogadores, o goleiro Weverton atualizou algumas marcas pessoais: chegou a 49 partidas pelo Palmeiras na Libertadores, sendo o segundo com mais jogos pelo clube na história da competição, atrás só do goleiro Marcos (57); emplacou sua vitória de número 37 na competição, sendo já o recordista da história do clube em triunfos no torneio, seguido de Gustavo Gómez (35).
Além disso, pelo fato de não ter sofrido gol, o arqueiro palmeirense– requisitado principalmente no primeiro tempo e que realizou ótimas defesas – chegou a 121 partidas sem sofrer gol do total de 241 que fez pelo clube. Com isso, ingressou em um Top 5 histórico: igualou as mesmas 121 partidas do quinto colocado Oberdan Cattani (anos 40 e 50) na lista de goleiros com mais jogos sem sofrer gols pelo clube (Oberdan não foi vazado em 121 dos seus 358 jogos pelo Verdão). Neste século, Weverton já é o goleiro com mais partidas em branco e, no geral, está atrás apenas de Marcos (4º, com 149 jogos limpos); Valdir de Morais (3º, 156 clean sheets); Velloso (2º, com 186); e Emerson Leão, recordista (com 308).
Destaques ainda para Rony, que balançou as redes duas vezes – uma delas com o tão perseguido gol de bicicleta – e, com isso, chegou a 18 gols na temporada, se isolando como o artilheiro do time (contra 16 de Raphael Veiga), passou a dividir a artilharia da Libertadores com Rafael Navarro, ambos com sete gols, e ainda ampliou o seu saldo como o maior artilheiro da história do clube no Continental em todos os tempos: 18 gols, contra 14 de Veiga. Além disso, Rony soma a impressionante marca de 28 participações diretas em gol (ou seja, assistências e gols somados) em um total de 28 partidas de Libertadores que disputou pelo clube: uma incrível marca de uma ação por jogo!
Por fim, Gustavo Gómez também teve uma noite especial individualmente. Chegou ao seu sétimo gol na temporada 2022 e, com isso, passou a ser o 6º zagueiro com mais gols pelo Palmeiras em uma única temporada. O paraguaio, capitão do time, já é o terceiro maior zagueiro-artilheiro da história do Verdão, agora com 24 gols ao todo.
PALMEIRAS: Weverton; Mayke, Luan, Gustavo Gómez e Piquerez; Danilo (Kuscevic, aos 33’/2ºT), Gabriel Menino (Zé Rafael, no intervalo) e Raphael Veiga (Atuesta, aos 23’/2ºT); Wesley, Dudu (Breno Lopes, aos 22’/2ºT) e Rafael Navarro (Rony, aos 33’/1ºT). Técnico: Abel Ferreira.
A seleção espanhola garantiu nesta segunda-feira sua presença nas quartas de final da Copa do Mundo ao derrotar Portugal por 1 a 0, no AT&T Stadium, no Texas. O gol da classificação saiu nos minutos finais da partida, assinado por Merino, e representou o fim da linha para a geração de Cristiano Ronaldo em Mundiais. O astro português, que já havia confirmado que esta seria sua última participação no torneio, encerrou a chamada “última dança” com três gols marcados — dois contra o Uzbequistão, na fase de grupos, e um diante da Croácia, nos 16 avos de final.
O jogo
O primeiro tempo foi marcado por alternância de oportunidades e boas intervenções dos dois goleiros. Portugal assustou primeiro, aos seis minutos, com Cancelo finalizando de fora da área e mandando por cima. A Espanha respondeu logo em seguida, quando Olmo enfiou bola para Oyarzabal, que ficou cara a cara com Diogo Costa mas tirou demais e mandou para fora.
Aos 11 minutos, Cristiano Ronaldo apareceu com uma pedalada dentro da área e um chute forte, exigindo espalmada de Unai Simón para escanteio.
Os espanhóis seguiram pressionando. Lamine Yamal invadiu a área e bateu colocado, forçando defesa de Diogo Costa. Na sobra, Baena tentou no mesmo estilo e o goleiro português novamente espalmou. Aos 30 minutos, nova chance: após bola alçada, Olmo cabeceou para fora no rebote. Portugal teve sua melhor oportunidade aos 37, quando João Félix cabeceou para o meio, a bola sobrou para Cristiano Ronaldo, que arriscou de primeira, mas Unai Simón se recuperou e encaixou. Aos 40, Nuno Mendes chutou de fora da área, a bola desviou e acertou o travessão, preservando o empate.
Na segunda etapa, a Espanha manteve a iniciativa. Aos 15 minutos, Rodri rolou para Pedri, que bateu de primeira da entrada da área, mas a bola foi desviada para escanteio. Baena voltou a testar Diogo Costa aos 19, com chute rasteiro defendido. Yamal, aos 27, cobrou falta direto para o gol e o goleiro mandou para escanteio. Na cobrança subsequente, Baena bateu fechado, Diogo Costa espalmou e a defesa afastou.
Portanto respondeu aos 30 minutos. João Neves arriscou de longe, a bola desviou, e Bruno Fernandes ganhou no corpo de Cucurella e chutou forte, mas acertou a rede pelo lado de fora. O placar continuava zerado até os acréscimos. Aos 46 minutos do segundo tempo, após cobrança de falta rápida, Ferran Torres recebeu entre as linhas e tocou em profundidade para Merino. O meia entrou sozinho na área e bateu na saída do goleiro, marcando o gol que classificou a Espanha.
No último lance da partida, Portugal ainda buscou o empate. Bernardo Silva subiu de cabeça após cruzamento, mas a bola passou rente ao travessão. A Espanha segurou o resultado e avançou. Nas quartas de final, os espanhóis enfrentarão o vencedor do duelo entre Estados Unidos e Bélgica, marcado para esta segunda-feira, às 21h (de Brasília), no Lumen Field, em Seattle. A partida das quartas está agendada para sexta-feira, dia 10 de julho, às 16h, no SoFi Stadium, em Los Angeles.
Diogo Costa; João Cancelo (Diogo Dalot), Ruben Dias, Renato Veiga e Nuno Mendes (Semedo); Vitinha (Bernardo Silva), João Neves e Bruno Fernandes; João Félix (Rafael Leão), Pedro Neto (Francisco Conceição) e Cristiano Ronaldo. Técnico: Roberto Martínez
Espanha
Unai Simón; Pedro Porro, Laporte, Cubarsí e Cucurella; Rodri, Pedri (Fabián Ruiz) e Dani Olmo (Merino); Álex Baena (Ferran Torres), Yamal e Oyarzabal (Borja Iglesias). Técnico: Luis de La Fuente
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