“Meus objetivos com a camisa do Galo são ganhar títulos e marcar meu nome na história dessse clube tão importante”, afirmou o meia Igor Costa, que foi apresentado pelo Atlético na tarde desta sexta-feira (6), na Cidade do Galo. “Não quero ser lembrado como apenas mais um jogador”.
O diretor de futebol Rodrigo Caetano, que apresentou o novo reforço, observou que, quando o jogador tem uma transferência realizada próximo do fim do seu contrato, caso de Igor Gomes, o clube que o recebe tem um agradecimento especial a fazer porque é escolhido por esse atleta.
“Você é um jogador jovem, com passagens pelas seleções de base e uma trajetoria brilhante pela frente. O fato de ter escolhido o Galo como sua próxima casa nos enche de orgulho e satisfação, e tenho absoluta certeza que você fez a escolha certa”, disse o diretor.
“Faço um agradecimento especial a você, seus familiares e agentes, pela condução da negociação, e ao São Paulo, que não só te formou como também teve o entendimento que seria bom para a continuidade de sua carreira que você já estivesse aqui neste momento. Então, um agradecimento ao presidente Julio Casares, ao Carlos Belmonte (diretor de futebol) e ao diretor executivo Rui Costa, por terem tido esse entendimento e participado desta negociação”, completou Rodrigo Caetano.
Confira os principais temas respondidos por Igor Gomes na coletiva de apresentação:
Chegada o Galo – “Meu sentimento é de gratidão pelo Galo, por ter apostado no meu futebol, na minha pessoal; gratidão pelo pessoal que me acolheu muito bem, me recepcionou muito bem”.
Características – “Sou um meio-campista bastante versátil, com pensamentos rápidos, troca de passe, boa finalização, bastante intensidade; um jogador que vai agregar bastante”.
Grupo – “Tive a oportunidade de estar com alguns na Seleção Brasileira de base, o Bruno, o Paulinho, o Mendes, também alguns da comissão. Só tenho a agradecer ao grupo. Fui extremamente bem recebido e já deu para ver que é um uma galera muito do bem, um grupo bastante unido”.
Estrutura – “Estou muito feliz com a estrutura do clube, que vai me dar todo o suporte para eu dar o meu melhor todos os dias”.
Comissão técnica – “Por trás de todo grande elenco tem um grande treinador. Nosso elenco, se você analisar as peças individualmente, elas são extremamente qualificadas em todos os setores, um leque grande de atletas de diferentes caracterísitcas para cada posição, enfim, um elenco de muita versatilidade. O professor vai ter bastante dor de cabeça para montar o time e vai ser um grupo muito legal de disputar posição”.
Inauguração da Arena MRV – “Fiquei sabendo e estou muito motivado, pretendo estar em campo neste dia. Vou trabalhar basatante para isso, sempre gostei muito desse tipo de desafio. Pelo que me disseram, o estádio é maravilhoso, muito tecnológico, e e vai agregar toda a Massa Atleticana”.
Recado para a torcida – “Quero agradecer o carinho que vocês vêm demonstrando por mim e dizer que, dentro de campo, podem ter certeza que tem alguém que quer vencer tanto quanto vocês”.
O sonho do hexacampeonato terminou de forma melancólica e, sobretudo, patética. Neste domingo, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA), a Seleção Brasileira protagonizou um espetáculo de ineficiência ofensiva, foi castigada pelo faro artilheiro de Erling Haaland e perdeu para a Noruega por 2 a 1. A eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo consolida um vexame histórico: o país atinge agora o seu maior jejum de títulos mundiais desde a primeira conquista.
O roteiro da queda brasileira foi desenhado com requintes de incompetência. A equipe comandada por Carlo Ancelotti flertou com o desastre desde o apito inicial, levando um susto logo aos dois minutos, quando Berg marcou para os europeus — o lance, no entanto, foi anulado por impedimento.
A chance de ouro para assumir o controle e mudar a história do jogo veio aos nove minutos. Após passe de Martinelli, Matheus Cunha foi derrubado na área. O árbitro precisou do VAR para assinalar o pênalti. Na cobrança, o retrato do nervosismo brasileiro: Bruno Guimarães bateu mal e parou nas mãos do goleiro Nyland, dando o tom do que seria a tarde da Seleção.
Mesmo criando boas oportunidades, como uma bomba de Vinicius Júnior aos 40 minutos espalmada por Nyland, o Brasil era vulnerável. Aos 47, Alisson precisou trabalhar em um chute perigoso de Odegaard, que apareceu livre após Haaland ganhar uma disputa com Gabriel Magalhães.
Na volta do intervalo, Ancelotti tentou dar fôlego ao ataque sacando Matheus Cunha para a entrada de Endrick. Aos 13 minutos, o jovem teve a bola da classificação após um passe genial de trivela de Vini Jr., mas, cara a cara com o goleiro, finalizou para fora. Um gol perdido que custaria muito caro. O Brasil ainda tentou com Rayan, aos 16, esbarrando novamente em Nyland.
A velha máxima do futebol não perdoa: quem não faz, leva. E do outro lado estava um dos atacantes mais letais do planeta. Aos 34 minutos, a defesa brasileira vacilou, Schjelderup cruzou da esquerda e Haaland subiu mais que Gabriel Magalhães para testar para o fundo da rede.
O desespero tomou conta da Seleção. Aos 39, o Brasil quase empatou em um lance bizarro onde Ajer quase marcou contra, mas Nyland salvou em cima da linha. A pá de cal veio aos 44 minutos: Haaland recebeu com liberdade na entrada da área e bateu rasteiro, no canto, sem chances para Alisson, decretando o nocaute.
Já nos acréscimos, Neymar converteu uma penalidade máxima, mas o relógio não permitia mais nada. O gol serviu apenas para maquiar o placar de um fim patético para uma equipe que pecou na pontaria e ruiu diante da frieza norueguesa.
Com a vaga assegurada, a Noruega agora aguarda o vencedor do confronto entre México e Inglaterra, que se enfrentam ainda neste domingo, às 21h (de Brasília), no Estádio Azteca. O duelo das quartas de final está agendado para o próximo sábado, dia 11 de julho, às 18h, no Hard Rock Stadium, em Miami. Ao Brasil, resta o aeroporto e a amarga reflexão sobre mais uma queda precoce.
FICHA TÉCNICA
Placar
Brasil 1 x 2 Noruega
Competição
Copa do Mundo (oitavas de final)
Local
MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA)
Data
5 de julho de 2026 (domingo)
Horário
17h (de Brasília)
Cartões amarelos
Neymar (Brasil)
Cartões vermelhos
Nenhum
Árbitro
Ismail Elfath (EUA)
Assistentes
Corey Parker e Kyle Atkins (EUA)
VAR
Tatiana Guzman (NCA)
Gols
Haaland, aos 34′ do 2ºT (Noruega); Haaland, aos 44′ do 2ºT (Noruega); Neymar, aos 54′ do 2ºT (Brasil)
Brasil
Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro e Bruno Guimarães (Éderson); Gabriel Martinelli (Danilo Santos), Rayan (Neymar), Matheus Cunha (Endrick) e Vinicius Júnior.
Técnico do Brasil
Carlo Ancelotti
Noruega
Nyland; Ryerson (Aursnes), Ajer, Heggem e David Wolfe (Ostigaard); Berge, Patrick Berg e Odegaard; Nusa (Schjelderup), Sorloth (Bobb) e Haaland.
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