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Seja quem você é! Se há algo que precisa mudar, não perca a oportunidade.

Autenticidade e autossuficiência

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Por Francisney Liberato

Seja quem você é! Se há algo que precisa mudar, não perca a oportunidade.

Pedro era um discípulo muito autêntico e sincero em suas convicções e crenças. Se tivesse que errar, errava convicto. Essa é uma característica de pessoas que não deixam dúvidas sobre quem realmente são. Esses indivíduos até podem ser explosivos, porém, jamais falsos.

Por Pedro respeitar muito o seu Mestre, jamais permitiria que ele lavasse os seus pés, pois na sua mentalidade ele é quem deveria lavar os pés de Jesus Cristo. No entanto, após a repreensão de Cristo acerca da importância daquele ato, ele prontamente permitiu, (João 13:8-9): “O senhor nunca lavará os meus pés! disse Pedro. Se eu não lavar, você não será mais meu discípulo! Respondeu Jesus. Então, Senhor, não lave somente os meus pés; lave também as minhas mãos e a minha cabeça! pediu Simão Pedro”.

A autenticidade de Pedro era tamanha que não apenas estava entregando os pés para ser lavado pelo Mestre, mas também o corpo e a alma.

Pedro sempre foi leal a Cristo, ou pelo menos é o que desejava. Ele cria muito na sua força e na sua capacidade de resolver as coisas, e disse muitas vezes que jamais negaria o Mestre. Muitas vezes, somos iguais a Pedro, pensamos que podemos confiar em nós mesmos, não é verdade? Quantas promessas já fizemos, mas não cumprimos? Será que com todo o nosso arsenal de conhecimento e experiência podemos garantir algo que prometemos a Deus, por nós mesmos?

Em Mateus 26:33, há uma narrativa de Pedro, que nos faz conhecê-lo ainda mais: “Então Pedro disse a Jesus: Eu nunca abandonarei o senhor, mesmo que todos o abandonem”. Naquele momento, Pedro foi sincero ao dizer que nunca negaria ou abandonaria o Mestre, porém, talvez ele não tivesse a dimensão correta do que estaria por vir, crendo mais em sua coragem de enfrentar o inimigo do que no fato de precisar estar protegido espiritualmente para o grande acontecimento que viria.

Muitas vezes somos levados a crer em nossa própria capacidade de enfrentar o desconhecido por algo ou alguém. O fato é que, há batalhas que são vencidas por intermédio do Espírito Santo, que nos dá a sabedoria e tira o medo do coração do homem.

A história relatada no livro de Mateus 26:69-75, conta que: “Pedro estava sentado lá fora no pátio, quando uma das empregadas chegou perto dele e disse: — Você também estava com Jesus da Galileia. Mas ele negou diante de todos, dizendo: — Eu não sei do que é que você está falando. Depois foi para a entrada do pátio. Outra empregada o viu e disse às pessoas que estavam ali: — Ele estava com Jesus de Nazaré. Pedro negou outra vez, respondendo: — Juro que não conheço esse homem! Pouco depois, os que estavam ali chegaram perto de Pedro e disseram: — O seu modo de falar mostra que, de fato, você também é um deles. Então Pedro disse: — Juro que não conheço esse homem! Que Deus me castigue se não estou dizendo a verdade! Naquele instante o galo cantou, e Pedro lembrou que Jesus lhe tinha dito: “Antes que o galo cante, você dirá três vezes que não me conhece.” Então Pedro saiu dali e chorou amargamente”.

Pedro não apenas negou o Mestre uma única vez, ele o negou por três vezes, o que demonstra que a capacidade humana por si só não sustenta a sua fé. Quanto mais longe de Jesus estivermos, a chance de falhar e negá-lo é muito grande.

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No livro “Parábolas de Jesus”, é apresentado um Pedro autossuficiente, que após a negação de Cristo se arrependeu e mudou de postura: “A confiança própria enganou-o. Julgou-se capaz de resistir à tentação; mas poucas horas depois veio a prova e, com blasfêmia e perjúrio, negou seu Senhor. Quando o cantar do galo lhe lembrou as palavras de Cristo, surpreso e atônito pelo que acabava de fazer, voltou-se e olhou a seu Mestre. Simultaneamente Cristo olhou a Pedro e sob aquele olhar aflito em que se misturavam amor e compaixão por ele, Pedro conheceu-se. Saiu e chorou amargamente. Aquele olhar de Cristo lhe partiu o coração. Pedro chegara ao ponto decisivo, e amargamente se arrependeu de seu pecado. Foi como o publicano em sua contrição e arrependimento, e como o publicano achou também graça. O olhar de Cristo lhe assegurou o perdão. Findou aí sua confiança própria. Nunca mais foram repetidas as velhas afirmações de autossuficiência. Depois da ressurreição, três vezes provou Cristo a Pedro. “Simão, filho de Jonas”, disse, “amas-Me mais do que estes?” João 21:15. Pedro agora não se exaltou sobre os irmãos. Apelou Àquele que podia ler o coração. “Senhor”, respondeu, “Tu sabes tudo; Tu sabes que eu Te amo.” João 21:17”.

Por Pedro ser autêntico e verdadeiro, ele confiou em si mesmo e negou Jesus, mas, foi alcançado pela graça e o perdão do Pai, se arrependeu do seu erro e chorou amargamente por confiar nas suas próprias convicções.

O livro “O desejado de todas as nações”, de Ellen G. White traz o sentimento de Pedro: “A vista daquele rosto pálido e sofredor, daqueles trêmulos lábios, daquele olhar compassivo e cheio de perdão, penetrou-lhe a alma como uma seta. Despertou-se a consciência. Ativou-se a memória. Pedro recordou sua promessa de poucas horas antes, de que havia de ir com seu Senhor à prisão e à morte. Lembrou-se de seu desgosto quando, no cenáculo, Ele lhe dissera que havia de negar seu Senhor três vezes naquela noite. Pedro acabava mesmo de declarar que não conhecia a Jesus, mas compreendia agora com amarga dor quão bem o Senhor o conhecia e quão exatamente lhe lera o coração, cuja falsidade nem ele próprio conhecia”.

Deus perdoou Pedro pela sua falha, e mais, não se lembrando dela. E poucos dias depois, ao Jesus ressuscitar, sabe para qual discípulo Ele apareceu primeiro? Pedro, conforme Lucas 24:34 e 1 Coríntios 15:5: “E os apóstolos diziam: — De fato, o Senhor foi ressuscitado e foi visto por Simão! E apareceu a Pedro e depois aos doze apóstolos”.

Deus conhece o coração de cada um de nós, pois Ele mesmo nos criou. Deus sabia cada desejo e intenção que havia no coração de Pedro, que mesmo tendo Lhe negado, entendia os processos espirituais que estavam se formando na vida desse discípulo.

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Após esse acontecimento doloroso na vida de Pedro, ele de fato compreendeu que suas boas qualidades deveriam ser submetidas ao crivo de Cristo, a fim de serem canalizadas para o propósito da Missão.

Sua verdadeira conversão ocorreu após essa experiência de arrependimento e perdão, contudo, após seu coração ser quebrantado, todas as suas qualidades, desde sempre percebidas pelo Mestre, foram usadas em favor do Ministério de Cristo.

Diante das adversidades dessa vida, é bem provável que já negamos a Jesus muitas vezes, e assim como Pedro, que possamos declarar nosso arrependimento, conforme a canção de amor, de Daniel Lüdtke, “Sabes que eu te amo”: “Depois de negar a Jesus três vezes. Pedro, agora responde três vezes que O ama. Mas eu não neguei a Jesus somente três vezes. Por isso que eu quero repetir e repetir e dizer. Que eu O amo! Que Ele é o Senhor da minha vida! Que Ele é o meu grande amor! Cante pra Ele e diga! Tu sabes que eu Te amo. Tu sabes que eu Te amo. Tu sabes que eu Te amo”.

Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas. Escritor. Palestrante. Professor. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT). Membro da Academia Mundial de Letras. Autor dos Livros: “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência”, “A arte de ser feliz”, “Singularidade”, “Autocontrole”, “Fenomenal”, “Reinvente sua vida” e “Como passar em concursos – Vol. 1 e 2”, “Como falar em público com excelência”, “Legado”, “Liderança”, “Ansiedade”, “Mude sua vida em 50 dias Premium”, “Inteligência Emocional”, “Manual do Concurseiro”, “Sabedoria”, “Discípulos”, “Educação Financeira”, “Recordar é Viver”, “Manual de Oratória”, “Lições para a vida” e “Inteligência e Gestão da Emoção”.

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ARTIGOS

Muito além de vender imóveis: a função social do corretor de imóveis

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No dia 27 de agosto celebramos o Dia do Corretor de

Imóveis.

Mais do que uma data comemorativa, talvez seja uma

oportunidade para refletirmos sobre algo que nem

sempre recebe a devida atenção: qual é, afinal, a

importância social do corretor de imóveis?

A resposta mais imediata seria dizer que ele é o

profissional que aproxima quem quer vender de quem

deseja comprar, ou o proprietário de quem procura

um imóvel para alugar.Tudo isso é verdade. Mas é pouco.

Porque, quando observamos com atenção tudo o que

acontece antes, durante e depois de uma negociação

imobiliária, percebemos que o corretor ocupa uma

posição muito mais importante na sociedade.

Ele trabalha com patrimônio, movimenta a economia,

contribui para a realização de projetos de vida e

participa de um mercado que gera empregos, renda,

serviços e receitas públicas.

E, sobretudo, trabalha com algo profundamente

humano: o lugar onde a vida acontece.

Uma profissão regulamentada porque sua atividade

importa

Existem inúmeras atividades que podem ser exercidas

livremente.

Outras, porém, recebem uma atenção especial da

sociedade e são regulamentadas.

Isso acontece porque determinadas profissões lidam

com interesses importantes demais para que sejamexercidas sem qualquer formação, responsabilidade

ou fiscalização.

Pensamos assim quando entregamos nossa saúde a um

profissional. Pensamos assim quando confiamos uma

obra a alguém. E também devemos pensar assim quando

uma pessoa participa da negociação de um patrimônio

que, muitas vezes, representa a economia de uma vida

inteira.

No Brasil, a profissão de corretor de imóveis possui

regulamentação própria desde a década de 1960.

Atualmente, a legislação estabelece formação

profissional, atribuições e uma estrutura de

fiscalização da atividade.

E isso tem uma razão que vai muito além da proteção

da própria categoria.

Uma profissão regulamentada também existe para proteger a sociedade que depende do trabalho daquele profissional.

No mercado imobiliário, essa proteção ganha especial

importância.

Quem compra um imóvel pode estar assumindo uma

obrigação financeira por vinte ou trinta anos.

Quem vende pode estar negociando o maior patrimônio

que conseguiu construir durante toda a vida.

Quem aluga está escolhendo o lugar onde irá morar.

Não estamos falando, portanto, de uma relação

comercial qualquer.

Estamos falando de decisões que podem mudar

destinos.

 

Um imóvel nunca é apenas um imóvel

Para entender a importância do corretor, primeiro

precisamos compreender o significado daquilo com que ele trabalha.Uma casa não é simplesmente um conjunto de paredes, portas e janelas. Um apartamento não é apenas metragem, localização e preço.

Para uma família, aquele imóvel pode representar

anos de economia. Pode ser o primeiro patrimônio. Pode ser independência. Pode significar sair do aluguel. Pode ser o quarto que os pais imaginaram para um filho que ainda nem nasceu. Pode ser o lugar escolhido para envelhecer. Pode ser o endereço de um recomeço.

Até mesmo um imóvel comercial carrega histórias.

Atrás daquela sala, loja ou terreno pode estar

alguém apostando as economias na criação de uma

empresa e na construção do próprio futuro.

Por isso, quando falamos que o corretor de imóveis

é um “vendedor de sonhos”, existe muita verdade

nessa expressão.

Mas acredito que podemos ir além.

O bom corretor não vende o sonho. Ele ajuda a

construir o caminho entre o sonho e a sua

realização. Entre a moradia e a dignidade

Existe uma dimensão ainda mais profunda nessa

atividade.

A nossa própria Constituição reconhece a moradia

como um direito social.

Naturalmente, garantir esse direito envolve

políticas públicas, planejamento urbano, habitaçãopopular, financiamento, infraestrutura e inúmeras

responsabilidades do Estado e da sociedade.

O corretor de imóveis não substitui essas

responsabilidades.

Mas existe algo bonito nessa relação: ele trabalha

diariamente em um dos espaços concretos em que a

moradia deixa de ser apenas um conceito e passa a

ter endereço, porta, janela e chave.

Todos os dias existem famílias procurando onde

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morar.

Existem pessoas buscando seu primeiro imóvel.

Existem pais tentando encontrar uma casa melhor para

os filhos.

Existem pessoas que precisam vender para recomeçar.

Existem proprietários com imóveis disponíveis e

pessoas procurando exatamente aquilo que eles têm a

oferecer.

E existe alguém aproximando esses dois lados.

Esse alguém, muitas vezes, é o corretor.

Sua atividade possui natureza econômica,

evidentemente. É uma profissão e deve ser

remunerada.

Mas isso não elimina sua dimensão social.

Ao contrário.

É justamente porque existe atividade econômica

organizada que milhões de necessidades humanas

conseguem encontrar soluções no mercado.

O corretor participa desse encontro.

Quando uma venda movimenta muito mais do que um

imóvelExiste ainda outro aspecto pouco lembrado quando

falamos da função social do corretor de imóveis.

Uma negociação imobiliária não movimenta apenas

comprador, vendedor e corretor. Ela coloca em

funcionamento uma engrenagem econômica muito maior.

Pense no que acontece quando um imóvel é vendido.

Existe o trabalho de intermediação.

Podem existir avaliação, financiamento e serviços

bancários.

Existem documentos, escrituras e registros.

Depois da compra, frequentemente surgem mudanças,

reformas, pinturas, projetos, móveis,

eletrodomésticos, seguros e inúmeros outros

serviços.

Pedreiros, pintores, arquitetos, engenheiros,

transportadores, marceneiros, eletricistas, lojas,

bancos, cartórios, empresas e profissionais dos mais

diferentes setores podem participar direta ou

indiretamente daquilo que começou com uma negociação

imobiliária.

Uma chave muda de mãos e, ao redor dela, uma pequena

economia começa a girar.

É por isso que o mercado imobiliário possui um

efeito que ultrapassa suas próprias fronteiras.

E o corretor está justamente em uma das pontas que

ajudam a colocar essa engrenagem em movimento.

O negócio também gera recursos para a sociedade

Há ainda uma consequência que quase nunca lembramos

quando vemos uma fotografia da entrega das chaves.

A atividade imobiliária também contribui para a

geração de receitas públicas.Quando ocorre uma transmissão imobiliária onerosa,

por exemplo, pode haver incidência do ITBI, imposto

municipal relacionado à transmissão do imóvel.

A própria prestação do serviço de corretagem integra

uma atividade econômica sujeita à tributação,

observadas, evidentemente, as particularidades de

cada caso e do regime tributário aplicável.

Outras atividades que surgem ao redor daquele

negócio também movimentam empresas, profissionais,

consumo e arrecadação.

É importante fazer aqui uma distinção: o corretor

não é, simplesmente por exercer sua profissão, um

“arrecadador de impostos” em nome do Estado.

Sua contribuição acontece de outra maneira, talvez

até mais interessante.

Ele ajuda a gerar o fato econômico.

Aproxima as partes.

Viabiliza o negócio.

O negócio movimenta patrimônio.

A movimentação patrimonial gera atividade

econômica.

A atividade econômica produz renda, trabalho,

consumo e receitas públicas.

E essas receitas ajudam a financiar as atividades

do Estado e os serviços destinados à própria

sociedade.

Existe, portanto, um ciclo.

O corretor aproxima pessoas.

Dessa aproximação pode nascer um negócio.

O negócio movimenta a economia.

A economia gera trabalho e renda.E parte da riqueza produzida retorna à sociedade por

meio da arrecadação pública.

Quando enxergamos toda essa cadeia, percebemos como

é limitada a ideia de que o corretor simplesmente

“vende imóveis”.

Ele é também um agente de movimentação econômica.

Patrimônio parado ganha movimento

Há outra forma simples de perceber essa importância.

Um imóvel disponível para venda é patrimônio.

Quando existe alguém interessado em comprá-lo,

existe uma possibilidade de negócio.

Mas é necessário que oferta e procura se encontrem.

Uma das grandes funções econômicas da corretagem é

justamente facilitar esse encontro.

O corretor conhece o mercado, identifica

oportunidades, aproxima interesses, apresenta

alternativas e contribui para transformar intenções

em negócios.

Aquilo que estava parado começa a circular.

O vendedor recebe recursos e pode reinvesti-los,

consumir, adquirir outro imóvel ou iniciar um novo

projeto.

O comprador passa a utilizar aquele patrimônio.

Outros profissionais são contratados.

Novos negócios aparecem.

É uma corrente.

E o corretor está frequentemente no primeiro elo

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dessa movimentação.

Segurança também é uma função socialMas existe algo que precisa acompanhar toda essa

movimentação: confiança.

Quanto maior o valor envolvido em uma negociação,

maior a responsabilidade de quem participa dela

profissionalmente.

É por isso que a regulamentação da profissão não

deve ser compreendida simplesmente como uma proteção

ao corretor.

Ela deve ser entendida também como uma proteção ao

cidadão.

Existem formação, registro, deveres profissionais e

fiscalização justamente porque existe uma sociedade

do outro lado da atividade.

E o bom profissional deve enxergar isso como uma

valorização.

Ser corretor não significa apenas possuir

autorização para intermediar.

Significa assumir responsabilidade sobre a

confiança que alguém depositou naquele trabalho.

O cliente muitas vezes revela ao corretor quanto

conseguiu economizar, quanto pode pagar, onde deseja

morar, quais são seus planos e até suas

dificuldades.

O corretor entra, ainda que temporariamente, na

intimidade dos projetos daquela família.

Isso exige conhecimento.

Mas exige também ética.

Exige prudência.

Exige sensibilidade.

A tecnologia mudou o mercado, mas não eliminou as

pessoasO mercado imobiliário de hoje é completamente

diferente daquele de algumas décadas atrás.

Temos portais com milhares de imóveis, fotografias

profissionais, drones, mapas digitais, visitas

virtuais, assinaturas eletrônicas, sistemas de

financiamento cada vez mais integrados e, agora,

inteligência artificial.

Em poucos segundos um algoritmo pode localizar

centenas de imóveis dentro de determinado preço,

tamanho e região.

Mas existe uma coisa que nenhuma dessas tecnologias

consegue entregar sozinha:

confiança humana.

Uma plataforma pode descobrir que determinada

família procura três quartos.

Mas não sabe por que ela precisa do terceiro.

Um algoritmo pode calcular a distância de uma casa

até uma escola.

Mas não conhece a história da mãe que está

escolhendo aquele bairro justamente porque quer

estar mais perto dos filhos.

A inteligência artificial pode comparar preços,

organizar documentos e analisar dados.

Mas existem momentos em que alguém precisa ouvir,

compreender, explicar, tranquilizar e assumir

responsabilidade.

Tecnologia pode transformar profundamente a

corretagem.

Provavelmente transformará.

Mas o coração da profissão continuará sendo humano

porque, no fim das contas, imóveis são negociados

por pessoas para serem usados por pessoas.Muito além do vendedor de sonhos

Talvez, então, seja possível dar um significado

ainda maior à expressão “vendedor de sonhos”.

O corretor de imóveis não vende apenas sonhos.

Ele aproxima sonhos de possibilidades.

Ajuda famílias a encontrar moradia.

Aproxima compradores e vendedores.

Coloca patrimônio em circulação.

Movimenta uma extensa cadeia de serviços.

Participa da geração de renda.

Contribui para uma atividade econômica que produz

arrecadação e recursos públicos.

E acrescenta profissionalismo e responsabilidade a

algumas das decisões patrimoniais mais importantes

da vida das pessoas.

Essa é a verdadeira dimensão social da profissão.

27 de agosto

Por isso, neste 27 de agosto, talvez a melhor

homenagem ao corretor de imóveis não seja medir sua

importância pelo número de imóveis que vendeu.

Nem pelo volume financeiro que negociou.

Nem pelo número de contratos que assinou.

Há uma medida muito mais humana.

Quantas pessoas ele aproximou?

Quantas famílias ajudou a encontrar um lar?

Quantos patrimônios ajudou a colocar em movimento?

Quantos negócios ajudou a nascer?

Quantas histórias começaram depois de uma chave

entregue?Porque, por trás de cada negociação imobiliária,

existem números, contratos, tributos e patrimônio.

Mas existem também pessoas.

Existem famílias.

Existem empregos.

Existe renda.

Existe atividade econômica.

Existem recursos que retornam à sociedade.

Existem projetos de vida.

E existe um profissional ajudando a unir muitas

dessas pontas.

O corretor de imóveis vende, aproxima, orienta e

movimenta.

Movimenta patrimônio.

Movimenta a economia.

Movimenta recursos.

Mas, acima de tudo, ajuda a movimentar histórias.

E talvez seja essa a melhor definição de sua função

social.

Feliz Dia do Corretor de Imóveis.

Att.

Claudecir Conttreira
Presidente CRECI – MT

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